Património

Castelo de Alferce

LocalMonchique / Alferce / Stio da Picota
DesignaçãoCastelo de Alferce
CronologiaIdade do Bronze, Ocupação islâmica: séc. X-XI
DescriçãoPovoado da Idade do Bronze, teve continuidade de ocupação até, pelo menos, o período emiral, funcionando como hisn (pequeno povoado fortificado). Tinha um importante função estratégica, dominando a região da Picota, a bacia hidrográfica da Ribeira de Odelouca e as vias entre Silves e Monchique. Actualmente, os vestígios da fortificação encontram-se envolvidos de vegetação, mas ainda são visíveis alguns alinhamentos de muralhas. A fortificação era constituída por três ordens de muralhas: um fortim superior de planta sub-quadrangular de tipo qasr (alcácer), uma cintura de muralhas a cerca de 36 metros do fortim e uma terceira cerca a rodear todo o cerro, com cerca de 2,9 hectares de área intra-muros. Esta terceira cintura de muralhas, identificada numa campanha arqueológica em 2004, foi edificada com blocos de sienito ligados com barro de grão fino. O sienito é igualmente o material de construção das outras duas ordens de muralhas, sendo que, no caso do fortim, é rebocado com cal e apresenta um aparelho muito regular. O espaço entre o fortim e a segunda cintura de muralhas seria a área residencial, tal como indicia alguma cerâmica ali encontrada. Um pouco afastada do tramo leste da muralha, encontra-se a entrada de uma cisterna, com aparelho argamassado de cal, com 4 m de comprimento, 2,2 m de largura e 1,5 m de altura. Outra área residencial desenvolvia-se entre a segunda e a terceira cintura amuralhada, na plataforma Oeste do cume do cerro. Assim, o Castelo de Alferce inscreve-se na mesma categoria de fortificações onde encontramos o Castelo Velho de Alcoutim ou o Castelo das Relíquias, todos edificados em época emiral.
BibliografiaCláudio Torres e Santiago Macias, O legado islâmico em Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 1998, p. 189; Helena Catarino, O Algarve Islâmico. Roteiro por Faro, Loulé. Silves e Tavira, Faro, Comissão de Coordenação da Região do Algarve, 2002, p. 18; Rosa Varela Gomes, Silves (Xelb), uma cidade do Gharb Al-Andalus: território e cultura (Trabalhos de Arqueologia, 23), Lisboa, Instituto Português de Arqueologia, 2002, pp. 123-126; Maria José Gonçalves, "O Barlavento Algarvio", Arqueologia Medieval, 12, 2012, p. 165; Mathieu Grangé, "Le Cerro do Castelo de Alferce (Monchique, Faro): Premières hypothèses sur la genèse et l'évolution du peuplement médiéval dans la Serra de Monchique (Ve-XIIIe siècle)", Xelb, 5 (Actas do 2º Encontro de Arqueologia do Algarve), 2005, pp. 157-176; Helena Catarino, "Castelos e território omíada na kura de Ocsonoba", Mil Anos de Fortificações na Península Ibérica e no Magreb (500-1500). Actas do Simpósio Internacional sobre Castelos, Lisboa, Edições Colibri / Câmara Municipal de Palmela, 2002, p. 34; Johny Meulemeeste, Mathieu Grangé e Joke Dewulf, "Novos dados sobre o povoamento Alto-Medieval na Serra de Monchique (séculos VI-IX). Intervenção arqueológica no Cerro do Castelo de Alferce, Monchique, Faro", Xelb, 6 (Actas do 3º Encontro de Arqueologia do Algarve", vol. I, 2006, pp. 261-281.
Linkshttp://igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/12002901/
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=34026


Categoria(s)Arquitetura
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