Património

Castelo de Salir

LocalLoul / Salir
DesignaçãoCastelo de Salir
CronologiaSéc. XII-XIII
DescriçãoO que actualmente resta do Castelo de Salir encontra-se situado na zona poente de Salir, num cabeço que se eleva a 256 metros de altitude. Construção de taipa militar, o Castelo de Salir enquadra-se nas edificações dos períodos almorávida e almoada, embora tenham sido encontrados neste espaço vestígios de ocupação bem anteriores a esta cronologia. Estaria enquadrado num sistema defensivo regional, associado a uma rede de alcarias e dependente de Loulé. Actualmente, apenas restam alguns panos de muralha incorporados em construções posteriores e quatro torres de taipa e com planta quadrangular. Estes vestígios permitem adivinhar uma fortificação de planta poligonal irregular, de forma trapezoidal ou pentagonal, de dimensões reduzidas e sem vestígios da existência de uma alcáçova ou qualquer edifício apalaçado para residência do alcaide ou do senhor. Tratar-se-ia, possivelmente, de uma fortaleza comunitária, destinada a proteger uma povoação rural, possivelmente um povoado-abrigo dos camponeses que frequentavam o barrocal. A porta principal situar-se-ia, provavelmente, a Sudeste, na área do chamado Muro da Sabedoria, actualmente destruído, e que corresponderia a um tramo de muralha ou à parede de uma torre. Na encontra sudoeste, entre os muros de um grande edifício, encontra-se uma torre maciça com 4 metros de altura e 4,8 metros de lado, voltada para uma ruela que acompanharia o exterior da muralha sul. Seguindo para norte, surge uma torre albarrã com 3,85 metros de altura e 4,6 metros de lado, designada por Muro Maior, que se localiza sobre a encosta poente, junto de uma área onde escavações arqueológicas puseram a descoberto um tramo da muralha e um conjunto de estruturas: seis casas de pátio, sete silos escavados na rocha, uma rua e canalizações que atravessam compartimentos habitacionais e desaguam em aberturas da muralha. Na encosta norte encontra-se outra torre de planta rectangular (4,7 x 3,88 m), situada num forte declive da rocha e já muito destruída. A nordeste, fica a chamada Torre da Alfarrobeira, também sobre um forte declive de rocha e de planta rectangular (5,1 x 4,6 m), atingindo os 3 metros de altura. O material arqueológico exumado, parte exposto no Museu Arqueológico Municipal de Loulé, é datado dos séculos XI-XIII, com particular incidência para o período almóada, quando a ocupação do castelo terá sido mais intensa.
BibliografiaCláudio Torres e Santiago Macias, O legado islâmico em Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 1998, p. 221; Fernando Branco Correia, “Castelo de Salir” in Discover Islamic Art. Place: Museum With No Frontiers, 2014; Rosa Varela Gomes, Silves (Xelb), uma cidade do Gharb Al-Andalus: território e cultura (Trabalhos de Arqueologia, 23), Lisboa, Instituto Português de Arqueologia, 2002, p. 120; Helena Catarino e Isabel Inácio, "O Algarve Oriental", Arqueologia Medieval, 12, 2012, pp. 158-159; Helena Catarino, “Castelos Muçulmanos do Algarve”, Noventa Séculos entre a Serra e o Mar, Lisboa, IPPAR, 1997, pp. 455-456; Helena Catarino, "O Algarve Oriental durante a ocupação islâmica. Povoamento e recintos fortificados", Al-'Ulyã, 6, vol. I, pp. 452-517; Helena Catarino, "A fortificação muçulmana de Salir (Loulé) – primeiros resultados arqueológicos", Al-'Ulyã, n.º 1, 1992, pp. 657-671; Idem, “O castelo de Salir: resultados das escavações dos silos”, Al-'Ulyã, n.º 4, 1995, pp. 9-30; Idem, “O castelo de Salir: escavações da campanha de 1998”, Al-'Ulyã, n.º 7, 1999-2000, pp. 77-128.
Linkshttp://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17042
http://www.discoverislamicart.org/database_item.php?id=monument;ISL;pt;Mon01;22;pt



Categoria(s)Arquitetura
ComentariosOrigem da imagem: https://saudadesdeportugal.nl/de-legende-van-het-kasteel-van-salir/
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