Património

Castelo de Coina-a-Velha

LocalSetúbal / Coina-a-Velha
DesignaçãoCastelo de Coina-a-Velha
CronologiaSéc. XI
DescriçãoRuínas de povoamento fortificado situado na elevação do Casal do Bispo (Azeitão), com c. 500 m2 de área. Restam poucos vestígios: apenas uma pequena cisterna abobada e alguns troços de muralha. Estas muralhas integram-se no sistema defensivo da península de Setúbal existente tanto na época islâmica como até ao século XIV. Erguia-se numa colina rodeada pela Ribeira de Alambre que se unia à Ribeira de Coina, que motivou até tarde os fluxos mercantis entre o Tejo e o Sado. Em escavações, foram recolhidos alguns fragmentos de cerâmica comum, enquadráveis nos séculos X-XII. Porém, ainda está por fazer uma intervenção arqueológica no local. Trata-se de um sítio com ocupação romana, islâmica e cristã. Entre as fortificações de Coina-a-Velha e Palmela, escavações arqueológicas têm localizado uma série de qurâ e estruturas habitacionais agrícolas que testemunham uma paisagem fortemente humanizada durante o período islâmico, aproveitando os importantes recursos hídricos, a fertilidade dos solos e a proximidade do litoral.
BibliografiaCláudio Torres e Santiago Macias, O legado islâmico em Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 1998, p. 89; Isabel Cristina Ferreira Fernandes, "Aspectos da Litoralidade do Gharb Al-Andalus: os portos do Baixo Tejo e do Baixo Sado", Arqueologia Medieval, 9, 2005, pp. 55-56; Jacinta Bugalhão e Isabel Cristina Fernandes, "A cerâmica islâmica nas regiões de Lisboa e Setúbal", Arqueologia Medieval, 12, 2012, p. 83; Isabel Cristina Fernandes, O Castelo de Palmela. Do islâmico ao cristão, Palmela, Colibri, Câmara Municipal de Palmela, 2004.
Categoria(s)Arquitetura
ComentáriosOrigem da imagem: Cláudio Torres e Santiago Macias, O legado islâmico em Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 1998, p. 89;
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