Património

Inscrição funerária de Ish?q Ibn Faras al-Ans?r?

LocalMértola / Mértola
OrigemMértola
Entidade TitularMuseu de Mértola (sem cota)
DesignaçãoInscrição funerária de Ish?q Ibn Faras al-Ans?r?
Cronologia346 H / 957 d.C.
Dimensões64 cm altura; 35 cm largura; 14 cm profundidade
DescriçãoLápide funerária em mármore, com uma inscrição sem moldura, organizada em doze linhas de caracteres cúficos simples incisos com desenho muito irregular. A superfície encontra-se muito danificada e a leitura da inscrição tem revelado dificuldades. É constituída pela fórmula corrente nas inscrições funerárias, o nome do falecido e a data de falecimento (no calendário cristão correspondente a 27 de Outubro de 957) e por um excerto do Alcorão (Sura XXII, 7). Tradução da inscrição: "Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. Faleceu Ish?q Ibn Faras al-Ans?r? no fim do mês de rajab do ano de 346. Não há outro deus senão All?h, Muhammad é o enviado de All?h. O Paraíso é verdadeiro, o Fogo é verdadeiro. Aproxima-se a Hora. Ninguém o pode pôr em dúvida. Deus ressuscitará os que estão nos túmulos [...]". Esta inscrição é a mais antiga que se conhece em território português. Foi recolhida na década de 40 ou 50 do século XX, na torre do castelo de Mértola, junto com outros fragmentos arquitectónicos, e depositada no acervo do Campo Arqueológico de Mértola (segundo o catálogo de 2001, tinha sido depositada recentemente e ainda não tinha cota).
BibliografiaCláudio Torres e Santiago Macias, O legado islâmico em Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 1998, p. 164; Mário Jorge Barroca, Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. III, Lisboa, FCG, FCT, 2000, p. 54; Artur Goulart de Melo Borges, "Epigrafia", Museu de Mértola. Arte Islâmica, Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, 2001, p. 181; Ana Labarta e Carmen Barceló, "Inscripciones Árabes Portuguesas: Situación Actual", Al-Qantara, vol. VIII, Madrid, 1987, p. 412.
Categoria(s)Arqueologia
ComentáriosOrigem da imagem: Cláudio Torres e Santiago Macias, O legado islâmico em Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 1998, p. 164;
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